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MAQUINÉ: A ANTIGA "CAPITAL DO VERDE" QUE SE TORNOU ALVO DE NEGÓCIOS DUVIDOSOS E DEVASTAÇÃO

  • 9 de jun.
  • 2 min de leitura

Enquanto se vende "refúgio ecológico", a realidade é outra: condomínios de luxo avançam sobre banhados, licenciamentos são questionáveis, negociações levantam suspeitas e uma comunidade centenária está sendo dizimada.

Maquiné, um dia orgulhosamente chamada de Capital do Verde do Rio Grande do Sul, hoje serve de palco para um cenário que escandaliza: em nome do "desenvolvimento", áreas de proteção ambiental são transformadas em canteiros de obra, sem estrutura, sem respeito à lei e, principalmente, sem preocupação com quem vive aqui há gerações.

📜 LICENCIAMENTOS E NEGOCIAÇÕES QUE LEVANTAM SUSPEITAS


O caminho aberto para esses empreendimentos não acontece por acaso. Há denúncias consistentes de licenciamentos ambientais duvidosos, concedidos com a anuência de gestores públicos, sem laudos técnicos confiáveis e ignorando normas claras de proteção à Mata Atlântica e aos ecossistemas úmidos.

O que se questiona é: quais acordos estão por trás dessas aprovações? Negociações pouco transparentes, ausência de debates públicos e pressão do mercado imobiliário têm permitido que projetos proibidos por lei ganhem aval oficial. Para completar, os vereadores — que deveriam fiscalizar e defender o interesse coletivo — mantêm-se em silêncio, sem investigar, sem cobrar explicações e sem barrar o avanço da destruição.

🌊 DEVASTAÇÃO SEM FREIO SOBRE OS BANHADOS

Sem fiscalização efetiva, os condomínios avançam onde não deveriam: aterram banhados, desviam cursos d’água, constroem sobre margens de rios e destroem a vegetação nativa. São ecossistemas fundamentais — responsáveis por segurar a água, evitar enchentes, purificar o lençol freático e manter a vida aquática — sendo transformados em lotes fechados, cercados por muros e acessíveis apenas a poucos.

O pior: não há estrutura mínima. Muitos desses empreendimentos são lançados sem sistema de tratamento de esgoto, sem gestão adequada de resíduos e sem qualquer plano de proteção ambiental. O resultado é a contaminação gradual de rios e nascentes.

🎣 O FIM DE UMA HISTÓRIA: A COMUNIDADE DE PESCADORES AMEAÇADA

Mas o dano não é só ambiental — é social. Essa destruição está acabando com a pesca e com uma comunidade centenária que vive e sobrevive dessas águas há séculos. Os mesmos rios e banhados que garantiam o sustento de famílias inteiras estão morrendo: a água fica poluída, os peixes desaparecem, os locais de pesca são aterrados ou fechados por cercas.

Uma cultura, um modo de vida e um direito histórico ao território estão sendo apagados para dar lugar a um "luxo" que não traz benefícios à população local — apenas lucros para poucos.

✊ PROTESTO: CHEGA DE DESTRUIÇÃO DISFARÇADA DE PROGRESSO

O que se vê em Maquiné é um modelo injusto e insustentável: negócios duvidosos, omissão de autoridades, devastação de patrimônio público e o sacrifício de uma comunidade tradicional. O título de "Capital do Verde" está sendo manchado por interesses que não têm nada a ver com preservação.

Exigimos:

→ Investigação rigorosa sobre os licenciamentos e negociações envolvidas;

→ Fiscalização efetiva e punição para quem descumprir a lei;

→ Respeito aos banhados, rios e ao meio ambiente;

→ Defesa da comunidade de pescadores e do seu direito de viver do seu trabalho.

Maquiné não pode ser reduzida a um endereço de luxo para poucos. Sua riqueza é a natureza e a história do seu povo — e elas não estão à venda.

 
 
 

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